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terça-feira, 21 de maio de 2013

Deu saudade do poeminha antigo - Sara Gesse

Sara Borboleta no sonho de uma Princesa

Quando Sara era criança um dia ela chorou
brincou com a inocência, mas logo acordou.
Nos olhos de uma menina o sonho se perdeu,
a indolência floresceu e a pureza se findou.

Na visão da borboleta o sonho ainda pairava,
a púrpura surgia e a inocência indefinida ficava.
De repente Sara disse: não devia ter nascido.
Mas Sara não sabia que na verdade já havia morrido.
Sara como princesa de uma escura e vasta imensidão não nascera como os humanos
- e nem morrera como os pobres.
Sara é altíssima,
não tem alma nem vida!
Sara existe porque ama enquanto dita'.
Vida que é, vida que foi.
Vida sem vida de forma mortal, mas por fim e subitamente - infinita.

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