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sexta-feira, 27 de maio de 2011

' Sara borboleta no sonho de uma Princesa



Quando Sara era criança um dia ela chorou
brincou com a inocência, mas logo acordou.
Nos olhos de uma menina o sonho se perdeu,
a indolência floresceu e a pureza se findou.

Na visão da borboleta o sonho ainda pairava,
a púrpura surgia e a inocência indefinida ficava.
De repente Sara disse: não devia ter nascido.
Mas Sara não sabia que na verdade já havia morrido.
Sara como princesa de uma escura e vasta imensidão não nascera como os humanos
- e nem morrera como os pobres.
Sara é altíssima, 
não tem alma nem vida!
Sara existe porque ama enquanto dita'.
Vida que é, vida que foi.
Vida sem vida de forma mortal, mas por fim e subitamente - infinita.

' Menina bonita sem laço de fita

Um pedacinho do poeminha que fiz para Bruna.


(...) Menina bonita sem laço de fita
                 Bruneca, Bruneca
Boneca, bonita
    Menina bonita sem laço de fita.

Paixão de pedra ¬¬ Ventos no morro.

Paixão vacilante da menina moça
     (no começo foi assim)
Pretinho hostil na folhinha branca
    (que fim levou a história?)
Na mangueira de pedra, beijo de fogo
- cheiro de glória
O prazer foi fim - Do começo - Assim - folia
de bem; querer sem amor

                                      (triste metade)
 confiante
         amante
              oscilante
                    poeta
Menina
      Moça...
Paixão de Pedra.

' O sonho de Beatriz menina

"Quando era jovem, falava de inglês em inglês. Mesmo sabendo que a lua era rosa no meio do céu verde de todos os dias, tentava entender o porquê dos pássaros rastejarem no chão, sempre achou que as casas mais frias e sinistras para tais criaturas seriam as de algodão. eOntem viu que mesmo queimando no gelo, o coração derreteu com o tormento da vida que não tinha mais argumento".