Minha confissão é ardilosa
Me lacrima nos olhos, salta no veneno do suor
Minha alma nem entristece nem morre
Em mim há descobertas
Minha conversa com Mário Quintana me fez chorar
De dor no sangue
Ele me disse o que já sabia
Ele me disse o que já me insone
Amigo eu sou poeta, amigo eu sou sozinha
Cecília me dividiu um segredo
Compartilhou o que já entendia
Cecília me disse assim: “a solidão e o silêncio”
Poeta, eu entendi
Poeta, não tenho chance
Poeta não importa
Meu espírito não se traga em alcance
Clarisse me injetou que a tristeza de nossos olhos
É sabedoria de um ciclo imortal
Mas uma coisa jamais esquecerei:
Nem sequer pra onde vamos.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
' O encantamento das florzinhas
Visitei outro mundinho, era lá pelas saias da bela
Cantei com passarinhos e uma surpresa me deixou sem intento
Lá só tinha formigas com casas de cimento
Mas uma novidade por lá se passava
A todos que se via o que notava era a cara espantada
Até eu que sou acostumada com doidices
Abri a boca com aquela meninice
Flores não me mintam
Falem logo como é que é
- O negocio é o seguinte
Pelas saias de Bela
Caiu uma formiga doida
Que só falava te-té-té
Cantei com passarinhos e uma surpresa me deixou sem intento
Lá só tinha formigas com casas de cimento
Mas uma novidade por lá se passava
A todos que se via o que notava era a cara espantada
Até eu que sou acostumada com doidices
Abri a boca com aquela meninice
Flores não me mintam
Falem logo como é que é
- O negocio é o seguinte
Pelas saias de Bela
Caiu uma formiga doida
Que só falava te-té-té
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