segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
' Só
Toda chuva, um trovejai, a chegada de um turvo atordôo, de mulher eu sou a noite, nem do medo eu tenho traste, mais confusa que minha solidão é essa necessidade de todos os “mins” que a água traz...
' Do amor o puro é morte
,só que aquele passado era o que de mais espontâneo havia nele, era tudo que tinha; o vidro que não lhe refletia, mas o fazia fiel, suas dores nem eram casca de ferida... Sua roupa era pura, ele balançava o que de sempre era naquela mesma cadeira de balanço invisível desde o dia em que suas mãos arrancaram a alma dela.
' Pastiche
Um pontinho chamado orgulho, uma agulha chamada talento, um príncipe, uma cobra, um conto (eu invento). Pastiche.
'Aquelas coisas bobas que a manhã me sopra...
Agora é um declame, cada vez que eu canto fico mais branquinha que minha linhas absurdas, se eu canto... só canto, só canto. E talvez a música e minha voz, e os meus talentos dedilhados e muito pouco dedicados, sejam a frustração que me faz escrever para pensar, bem assim, sem nada, que nem Flaubert, velho amigo e amante que estuprou minha carne e torrou aquele velho espírito cantador que eu tinha, eu tinha, lá nos quinze anos... Que nem Flaubert que só é mal porque não sabe cantar.
Pronto, falei.
Pronto, falei.
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