- Entre.
- Eu... bem, eu... que fique claro, eu...
- Entre.
- Jorge, escuta - em seus lábios o amargo, há 2 dias não comia - Eu pensei, pensei muito, mas... eu tinha razão, não quero me explicar, eu te machuquei, bem... te machuquei com a tua culpa, você sabe, foi... foi uma vez, então... eu não me arrependo, mas entendi, será pior pra você a distância, não é?! Você me ama, me ama, sim?
- Olha, o lado bom ou ruim de estar morando com a mulher, é foder ela; se você ama, você ama e fode com a sua mulher porque é a porra da mulher que você ama; depois, se não ama a sua mulher, você bebe, fuma, fode, assiste e escreve o maldito livro que nunca vai vender. Com a puta ninguém mora. Fode, fere, dá o da comida e volta pra casa pra beber... engraçado,
- Jorge...
- você só se lembra da puta de novo, quando sente fome, quando tá com vontade de comer um hambúrguer nojento...
- Jorge... para...
- Então, tem a mulher que ama, que fode com um demente, que se sente insegura... abre as pernas para uma carteira que pagaria um vinho razoável, depois, fode com o que ama, e então: buuuuuh, deixa o cara com pus no mijo, sangrando... Isso é engraçado, eu estou sorrindo. Não, Luna, você não estava errada. Entre as pernas, teu próprio estupro. Tô mijando sem dor.
- Pega, o CD é teu.
Abotoou a bolsa, tropeçou no passo e calou embaixo, frente a estátua de Gonçalves Dias.
domingo, 30 de dezembro de 2012
A urgência dos 20 anos
Um momento, por favor, tenho 20 anos! 2012 tá no finzinho e cá estou eu escrevendo memórias para a velhice.
Digamos que completar 20 anos me fez ter uma sensação meio rasteira da vida, sabe?! Deixei o salto alto um pouco de lado, esperando no canto, sempre embaixo das sapatilhas, foi tanta descoberta pra mim que, me sentir mulher estava bem além de empinar a bunda num salto, entende?! O sapato alto completaria o delíneo de minhas pernas, mas quando por ele meu instinto pedisse.
Minha presença mais marcante, minha voz grave encontrou o meio tom, as curvas sincronizavam com meu olhar feminino, a boca e os cílios completavam a silhueta. Surpresas e surpresas, desapego e tudo mais.
Aos 19 ficava preocupada, tudo bem que seria uma adultinha, mas meus ursos acampariam na minha cama, minha coleção de fotos ficaria espalhada, teria caderno de desenho e lápis de cor, usaria rabo de cavalo, camisas de estampinha... Foi um aborrecimento besta a programação dos 20 anos, pensava tanto no que faria, que esqueci da habilitação. A burrice é tensa, aprendi.
Ah, de qualquer forma, tomaria meu sorvete, foi então que relaxei.
Amadurecer tem sido natural, tenho deitado na rede e lido bobagens sem nenhuma culpa, eu também trabalho, acordo cedo, faço acordos, sentenças, tudo direitinho, tipo gente grande.
Acompanho séries, mas também estudo francês, ouço músicas, como também me dedico ao Direito, cozinho, mas saio toda solta, dançante e feliz a procura de algum lugar aconchegante pra comer minha salada de frutas com sorvete, ou pizza com suco - êeeehh.
Uma época feliz, escrevo o que gosto, com carinho e para mim. Vivo mais intimista que de costume, saio, danço, pulo, cultuo... Leve, a meu modo. Carregando sobre os ombros o peso de quem canta, de quem sabe cantar e entoa pra si, porque minha alma pede.
Ainda custa pra eu completar 21 anos, mas aos poucos eu vou me preparando.
Amo com pressa, com a ânsia pronta para sufocar, amo demais tudo que amo... ainda não descobri se é imaturidade ou minha intensidade; por enquanto nenhum mal.
Vou continuar aprendendo, apaixonada, estudada, encantada. Prossigo cantando, bordando, escrevendo, compondo, costurando, fotografando, plantando...
20 anos é excitante, sensual - é tara; a pele quer comer o mundo.
Digamos que completar 20 anos me fez ter uma sensação meio rasteira da vida, sabe?! Deixei o salto alto um pouco de lado, esperando no canto, sempre embaixo das sapatilhas, foi tanta descoberta pra mim que, me sentir mulher estava bem além de empinar a bunda num salto, entende?! O sapato alto completaria o delíneo de minhas pernas, mas quando por ele meu instinto pedisse.
Minha presença mais marcante, minha voz grave encontrou o meio tom, as curvas sincronizavam com meu olhar feminino, a boca e os cílios completavam a silhueta. Surpresas e surpresas, desapego e tudo mais.
Aos 19 ficava preocupada, tudo bem que seria uma adultinha, mas meus ursos acampariam na minha cama, minha coleção de fotos ficaria espalhada, teria caderno de desenho e lápis de cor, usaria rabo de cavalo, camisas de estampinha... Foi um aborrecimento besta a programação dos 20 anos, pensava tanto no que faria, que esqueci da habilitação. A burrice é tensa, aprendi.
Ah, de qualquer forma, tomaria meu sorvete, foi então que relaxei.
Amadurecer tem sido natural, tenho deitado na rede e lido bobagens sem nenhuma culpa, eu também trabalho, acordo cedo, faço acordos, sentenças, tudo direitinho, tipo gente grande.
Acompanho séries, mas também estudo francês, ouço músicas, como também me dedico ao Direito, cozinho, mas saio toda solta, dançante e feliz a procura de algum lugar aconchegante pra comer minha salada de frutas com sorvete, ou pizza com suco - êeeehh.
Uma época feliz, escrevo o que gosto, com carinho e para mim. Vivo mais intimista que de costume, saio, danço, pulo, cultuo... Leve, a meu modo. Carregando sobre os ombros o peso de quem canta, de quem sabe cantar e entoa pra si, porque minha alma pede.
Ainda custa pra eu completar 21 anos, mas aos poucos eu vou me preparando.
Amo com pressa, com a ânsia pronta para sufocar, amo demais tudo que amo... ainda não descobri se é imaturidade ou minha intensidade; por enquanto nenhum mal.
Vou continuar aprendendo, apaixonada, estudada, encantada. Prossigo cantando, bordando, escrevendo, compondo, costurando, fotografando, plantando...
20 anos é excitante, sensual - é tara; a pele quer comer o mundo.
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