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quarta-feira, 22 de junho de 2011

' Angélica

Só um anjo, sem tinta sabor
Sem vida, em paz... Só um anjo
Sem poder, com luz!
Só um anjo, só uma vida, só um marco
De beijo de amor
Com vida, sem tinta, sem quadro
Só um anjo
Uma boca, um tarto
Te reluz,
Se foi.

' De Pico, eu fico

Quando disser o dito certo, te darei o bico
Quando amar uma alma preta, te darei o bico
Quando o vento for de corte, te darei o bico
Quando o dia for de ácido, te darei o bico
Meu bem te darei o bico, te darei o pico
Te disse, te juro, como homem, de macho paladar
Já te disse... Te juro, eu fico.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

' Rosa Vermelha para Beatriz

Beatriz se entristeceu
chorou, chorou feito
uma pombinha
Lembrou de sua família
lembrou da paz que sentia
ao abraçar sua mãezinha

Beatriz está sozinha
seu reino é tão distante...
Beatriz está tristinha

Beatriz não é mais menina
ela colhe rosas vermelhas
Beatriz está sozinha

Beatriz está chorando, chorando
feito uma pombinha
a Lua lhe abraçou
Beatriz está tristinha

Beatriz está sozinha.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

' Papai e a vida que ele me deu

Tanta coisa herdada de meu pai...
Puxei a ele, filhinho!
Fome de música, de conhecimento, de escrever, escrever, escrever
Cantar, cantar e interpretar não é papai?!
Questionar, honrar, falar, causar!
Páputchica, lindo páputhica!
E agora, me vem a novidade, me rotularam Pai!
Disseram bem assim: “teus textos são psicodélicos”.
Tudo bem é rótulo, eu sei sim senhor... Mas veja só, mais uma vez
O rótulo foi herança.
Psicodélicos Pai e Filha
Causamos velho!
Personas.

Papai e a vida que ele me deu.
Te amo, cigano Neném do Ouro.

' Manu, a menina que sabia ouvir

ler em velhos livros
lindas histórias e continhos
D'versos escondidos
num canto pequenino

Tempestades e furacões
mares e descobertas
Manu, a menina que sabia ouvir
Manu- Menina
Desperta!

Nos anfiteatros antigos
Olhos grandes e fugidos
Cabelos sem fino trato
Sapatos trocados
Vestida em trapos


Manu, menina que sabia ouvir
Ouve meu choro,
Passa-me o sol,
Tira-me a vida!
Leva-me a fantasia alemã de menina sem consciência

Té-té-té tá-tá-tá

Brinquei, Manu

Mas, me diga, quem te escreve é poeta?