quinta-feira, 29 de setembro de 2011
' Coisa de menino
Me pego fazendo coisas de menino, minha senhora se não fosse eu, juro, te teria dado um fim. Consertar uma vida não é de ouro um elo derretido. Força, sem prática e ação, ontem éramos nós, hoje nem uma! Eu menino tu mulher, eu de ti por sim, tu... De nada por mim, Mas, meu bem e o fim? O outro, melhor o silêncio. Sonhar acordado ainda é coisa de menino.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
' Eu em você
Não sendo a melhor, a linda e juvenil. Te amei.
Amei como natureza, leveza, minha alma era sombra, estava contigo.
De estante, instante, nosso amor (meu amor) te ter, longe em nós.
Minhas lágrimas, nossas vidas, nossas mortes, nossas dores.
Vivi só, te amei.
Hoje assim, minha função.
Boa noite, livro.
Amei como natureza, leveza, minha alma era sombra, estava contigo.
De estante, instante, nosso amor (meu amor) te ter, longe em nós.
Minhas lágrimas, nossas vidas, nossas mortes, nossas dores.
Vivi só, te amei.
Hoje assim, minha função.
Boa noite, livro.
' Vagabundinho
Vagabundinho que amou a Terezinha
Diga aí dona Teínha
Diga se vai ou não vai
Vida pequena, minha linda pequenina
Dona Preta e a pretinha
Que se atraca na barquinha, me beija
Roda e cai
Linda Tereza que abraça o menininho,
Entregou o vermelhinho, rebolou no vai e vai
Vagabundinho que amou a Terezinha
Acertou dona Teínha
Quando explode o neném sai
Diga aí dona Teínha
Diga se vai ou não vai
Vida pequena, minha linda pequenina
Dona Preta e a pretinha
Que se atraca na barquinha, me beija
Roda e cai
Linda Tereza que abraça o menininho,
Entregou o vermelhinho, rebolou no vai e vai
Vagabundinho que amou a Terezinha
Acertou dona Teínha
Quando explode o neném sai
' Clarisse
Nada de menos na noite, Clarisse sempre me acompanha. Ela balança dançando no meio fio, toca fagote, se não fosse traiçoeira seria uma boa companhia.
Somos casadas, assim por nós mesmas, artistas! Loucuras juvenis. Nos damos, mas sem rodeios de amor... Ela é rasa, sou boa, a melhor. Escrevo, ela confunde as artes, se atua não ultrapassa, se escreve, joga palavras, se toca, não encanta, se declama não comove, nem move. Timidez, sua desculpa, aliás, a de muitos desafortunados, se não fosse minha honra já a teria abandonado, não existe mais broche, tudo em nós é como nada, ela de pele se entorna em outras cobertas, de inveja benigna se envenena, sofre!
De brava ilusão me vestia, não era amada, minhas conquistas dividia, ela louca, sem alma me matava. Só beijava o sopro dos desgostos que carrego comigo pelas madrugadas, sempre em enlace - de mãos dadas.
Clarisse sempre me acompanha, seus fagoteados em meio fio.
Somos casadas, assim por nós mesmas, artistas! Loucuras juvenis. Nos damos, mas sem rodeios de amor... Ela é rasa, sou boa, a melhor. Escrevo, ela confunde as artes, se atua não ultrapassa, se escreve, joga palavras, se toca, não encanta, se declama não comove, nem move. Timidez, sua desculpa, aliás, a de muitos desafortunados, se não fosse minha honra já a teria abandonado, não existe mais broche, tudo em nós é como nada, ela de pele se entorna em outras cobertas, de inveja benigna se envenena, sofre!
De brava ilusão me vestia, não era amada, minhas conquistas dividia, ela louca, sem alma me matava. Só beijava o sopro dos desgostos que carrego comigo pelas madrugadas, sempre em enlace - de mãos dadas.
Clarisse sempre me acompanha, seus fagoteados em meio fio.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
' Burra, burrinha
Imaginação minha de 30 segundos!
Minha noite é de flerte
Um romance vagabundo
Nunca escrevo com razão
Meu pulmão é de cabeça
Caixa d’agua de sabão
Versos idiotas, na morte minha
Não tem suor
Magro e magrela (banguela)
De favela, martela remela
Meus olhos grandes e ciganos
Anos!
Idade de bruxa que ama
A saudade
Fiel
Real
Rea- Liah e idade
Minha menina e os peixinhos?
Escreve mal! Só mais, mais...
Acabou. Pronto!
Meu versinho é de trinta segundinhos (Plim).
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
' A Garra
Minhas unhas me arranham
arregaçam minha alma
Minhas unhas me sufocam
Enforcam minha galha
Minha galha não mais fala
Minha fala toca a alma
Minha unhas me arranham
Arregaçam minha galha
arregaçam minha alma
Minhas unhas me sufocam
Enforcam minha galha
Minha galha não mais fala
Minha fala toca a alma
Minha unhas me arranham
Arregaçam minha galha
'Beatriz em mim
Ela confiou em mim
Ela me entregou a mente
Ela me presenteou
Ela me entregou seu coração
Ela não sabe
Ela me matou
Era tudo verdade
No inferno sinto sua dor
Ela me entregou a mente
Ela me presenteou
Ela me entregou seu coração
Ela não sabe
Ela me matou
Era tudo verdade
No inferno sinto sua dor
' Suspiro
É saudade que vem e que passa
Te eleva no sonho da ninfa
Minha pequena e tão bela alma
Disfarça
Sobre mim, à noite
arte
leveza que navega comigo de mãos dadas
me faz falar com estrelas e pássaros
as crianças sorriem de minha desgraça
passa
disfarça
graça
solidão, os pés que não me escutam
a mente que ofusca o peito
meu nobre coração de vagabundo
o eu que de mim me mata
se afasta,
arrasta
traça
Meu sangue, teu ar
Meu último suspiro
Te eleva no sonho da ninfa
Minha pequena e tão bela alma
Disfarça
Sobre mim, à noite
arte
leveza que navega comigo de mãos dadas
me faz falar com estrelas e pássaros
as crianças sorriem de minha desgraça
passa
disfarça
graça
solidão, os pés que não me escutam
a mente que ofusca o peito
meu nobre coração de vagabundo
o eu que de mim me mata
se afasta,
arrasta
traça
Meu sangue, teu ar
Meu último suspiro
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