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segunda-feira, 13 de junho de 2011

' Papai e a vida que ele me deu

Tanta coisa herdada de meu pai...
Puxei a ele, filhinho!
Fome de música, de conhecimento, de escrever, escrever, escrever
Cantar, cantar e interpretar não é papai?!
Questionar, honrar, falar, causar!
Páputchica, lindo páputhica!
E agora, me vem a novidade, me rotularam Pai!
Disseram bem assim: “teus textos são psicodélicos”.
Tudo bem é rótulo, eu sei sim senhor... Mas veja só, mais uma vez
O rótulo foi herança.
Psicodélicos Pai e Filha
Causamos velho!
Personas.

Papai e a vida que ele me deu.
Te amo, cigano Neném do Ouro.

' Manu, a menina que sabia ouvir

ler em velhos livros
lindas histórias e continhos
D'versos escondidos
num canto pequenino

Tempestades e furacões
mares e descobertas
Manu, a menina que sabia ouvir
Manu- Menina
Desperta!

Nos anfiteatros antigos
Olhos grandes e fugidos
Cabelos sem fino trato
Sapatos trocados
Vestida em trapos


Manu, menina que sabia ouvir
Ouve meu choro,
Passa-me o sol,
Tira-me a vida!
Leva-me a fantasia alemã de menina sem consciência

Té-té-té tá-tá-tá

Brinquei, Manu

Mas, me diga, quem te escreve é poeta?