segunda-feira, 28 de novembro de 2011
' Disseram que eu voltei americanizada!
Toda liberdade do mundo pra dizer que não sei escrever, entenda, existem pontos, versos, letrinhas, essas coisinhas, aí existe eu, eu assim, bem assim mesmo, só de mim, daí então existem as linhazinhas que eu escrevo com aquelas palavrinhas que ninguém imagina, aí big-bung! Eu penso, escrevo, não transcrevo, nem tecnifico nada, eu só invento, bem levinho e mortal! Pra mim, bem aqui nas minhas coisinhas, que às vezes são íntimas, não existe pontuação cabível, nem palavras que me caibam. Nem o improvável me basta. Mas mesmo assim, você benzinho, agora falo com todo carinho do mundo, pode criticar, para isso também não existe expressão indefinida. Mais quem sabe um dia, lá um dia, numa manhã de agosto (eu gosto, sabe), nasça uma menininha bem linda, toda de cabelo pretinho, bem lisinho, e essa menina, bem pequenininha, saiba ser além daqui, saiba se fazer além de mim, aí, aí sim, eu digo: minha filha, você só nasceu porque é a liberdade que o mundo esperava para dizer que mamãe não sabe escrever. Não tenho nem 20 anos.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
' Morte eterna
Cada qual de si sabe o que tem – seria perfeito. Viver com o perdão da morte, uma crise coloquial, ontem uma pobre moça, hoje uma rainha, lenda, imortal. O rebolar de um no dia final, quando a grande flor vermelha se abre, me parece bonito, de noite, vaidosos, crentes, monumentários.
Gracinha
Sara Gessi
Gracinha
Sara Gessi
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
' Para o dia em que me aceitei
Minha confissão é ardilosa
Me lacrima nos olhos, salta no veneno do suor
Minha alma nem entristece nem morre
Em mim há descobertas
Minha conversa com Mário Quintana me fez chorar
De dor no sangue
Ele me disse o que já sabia
Ele me disse o que já me insone
Amigo eu sou poeta, amigo eu sou sozinha
Cecília me dividiu um segredo
Compartilhou o que já entendia
Cecília me disse assim: “a solidão e o silêncio”
Poeta, eu entendi
Poeta, não tenho chance
Poeta não importa
Meu espírito não se traga em alcance
Clarisse me injetou que a tristeza de nossos olhos
É sabedoria de um ciclo imortal
Mas uma coisa jamais esquecerei:
Nem sequer pra onde vamos.
Me lacrima nos olhos, salta no veneno do suor
Minha alma nem entristece nem morre
Em mim há descobertas
Minha conversa com Mário Quintana me fez chorar
De dor no sangue
Ele me disse o que já sabia
Ele me disse o que já me insone
Amigo eu sou poeta, amigo eu sou sozinha
Cecília me dividiu um segredo
Compartilhou o que já entendia
Cecília me disse assim: “a solidão e o silêncio”
Poeta, eu entendi
Poeta, não tenho chance
Poeta não importa
Meu espírito não se traga em alcance
Clarisse me injetou que a tristeza de nossos olhos
É sabedoria de um ciclo imortal
Mas uma coisa jamais esquecerei:
Nem sequer pra onde vamos.
' O encantamento das florzinhas
Visitei outro mundinho, era lá pelas saias da bela
Cantei com passarinhos e uma surpresa me deixou sem intento
Lá só tinha formigas com casas de cimento
Mas uma novidade por lá se passava
A todos que se via o que notava era a cara espantada
Até eu que sou acostumada com doidices
Abri a boca com aquela meninice
Flores não me mintam
Falem logo como é que é
- O negocio é o seguinte
Pelas saias de Bela
Caiu uma formiga doida
Que só falava te-té-té
Cantei com passarinhos e uma surpresa me deixou sem intento
Lá só tinha formigas com casas de cimento
Mas uma novidade por lá se passava
A todos que se via o que notava era a cara espantada
Até eu que sou acostumada com doidices
Abri a boca com aquela meninice
Flores não me mintam
Falem logo como é que é
- O negocio é o seguinte
Pelas saias de Bela
Caiu uma formiga doida
Que só falava te-té-té
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