Bia desalmada sob os braços de Arthur
Ela chora quando lança o piar
Do cururu
Velho sapo seu destino
Desatino enfantinado
Era Bia sua luz
e era Arthur o seu fado
Um rei seria mestre num tempo
Purulento
Seria mesmo frio senão fosse
O amigo vento
Mas é de Bia o meu choro
Minha clara lentidão
É a rainha arranhada
Ela é mendiga com o seu cão
É Arthur o que entranha nas margens de um destino
É o rei pobre e negro
Quase santo, deus menino
Mas é Bia sua escolha
Numa encolha tão cruel
Em sua espada com o Vento
Um só corte e um lamento
Traça o dono de uma Bia
Fere o sapo, toma ungüento
Era a moça e eu nas histórias
Agora é bia como lua
E eu no esquecimento
Sofri
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
' Espasmo conjugadoo
' Sei que o meu amado
tenha amado um outro lado
Sei que nesse lado
tem o fardo do passado
Sei que o meu cuidado
é o tardo que eu resguardo
Ah, sei que desse vida
ha quem cure tua ferida,
mas a cada traço que te enlaço
conto um passo,
se são tuas aquelas mãos,
se são tuas as declarações,
o que eu faço?!
Eu paro, sorrio, disfarço,
me caço e passo...
Sei que o meu amado
vai amar um outro lado.
tenha amado um outro lado
Sei que nesse lado
tem o fardo do passado
Sei que o meu cuidado
é o tardo que eu resguardo
Ah, sei que desse vida
ha quem cure tua ferida,
mas a cada traço que te enlaço
conto um passo,
se são tuas aquelas mãos,
se são tuas as declarações,
o que eu faço?!
Eu paro, sorrio, disfarço,
me caço e passo...
Sei que o meu amado
vai amar um outro lado.
' Sutil Pitaco; é
‘ Vamos lá, falando sobre afetação. Afetação segundo meu breve raciocínio, esse mesmo meu, de menina – claro, é o termo que eu aplico ao resultado oposto da obra já posta de um indivíduo disposto a infamar o outro: talento. E assim acrescento nesse envolvimento, o claro elemento que depõe o atento, o outro. O outro que não é penico e que por isso não aplico o tradicional, o moderno, o pós-moderno e o atual. Só por isso replico que o que eu explico não me interessa. E agora já vou, porque sim.
' Movimento do tempo
Hoje pensei numa maturidade, olhando para as folhas secas do quintal da minha vizinha, vi que existem ondas que a sequidão impõe, eu me pareço com elas – as folhas. Cada vento um tintinlar do tempo, um momento, um movimento...
Lamento por minha nostalgia, e se passa o tempo
Cordeiro sem talento
Maltrapilho
E
Agorento
O vento
Eu sou folha
Por favor,
Nenhum mo
v-i
men
to...
Vulfluaaaar
Lamento por minha nostalgia, e se passa o tempo
Cordeiro sem talento
Maltrapilho
E
Agorento
O vento
Eu sou folha
Por favor,
Nenhum mo
v-i
men
to...
Vulfluaaaar
' Bailarinas n'agua
‘ era o balé que eu sozinha aplaudia
Ela era Tereza, ou Cristina, só criança, era Bia
Se só dançavam eram as horas que a pedra sofria
E eu que lia, que pingava, refletia, beliscava, não cabia
Nesse embalo que menina não dá, os cabelos de Bia eram o meu manjar
Me batiam, eu para o sol, com as meninas o que gritava eram lâminas, as línguas, a cuca
E só os gritos empurravam o mito,
Ela era Tereza, ou Cristina, só criança, era Bia
Se só dançavam eram as horas que a pedra sofria
E eu que lia, que pingava, refletia, beliscava, não cabia
Nesse embalo que menina não dá, os cabelos de Bia eram o meu manjar
Me batiam, eu para o sol, com as meninas o que gritava eram lâminas, as línguas, a cuca
E só os gritos empurravam o mito,
' Portela
Tinha uma vila que se chamava Portela
Tinha uma banda que tocava em minha janela
Tinha criança que caia na dança
Eram meninos que batiam em panelas
Tinha um maestro que parecia rei
Era uma arte que jorrava em toda parte
Era uma parte que me chamava para o combate
Eram meninos, eles pareciam negros,
É só isso que eu sei
Tinha uma moça que só rebolava
Ela era branquinha, era magra, era falsa
Nessa mentira tinha eu na porta,
Sambando com eles, ou com as porcas.
Tinha uma banda que tocava em minha janela
Tinha criança que caia na dança
Eram meninos que batiam em panelas
Tinha um maestro que parecia rei
Era uma arte que jorrava em toda parte
Era uma parte que me chamava para o combate
Eram meninos, eles pareciam negros,
É só isso que eu sei
Tinha uma moça que só rebolava
Ela era branquinha, era magra, era falsa
Nessa mentira tinha eu na porta,
Sambando com eles, ou com as porcas.
' O nome eu não sei
‘um lençol também reparte
A herança que o santo me deu
O lençol também é arte
É o encontro do meu com o teu
A arte é só quem parte
O infinito no escuro treleu
O alho também me arde
é a mistura do meu com o teu
A herança que o santo me deu
O lençol também é arte
É o encontro do meu com o teu
A arte é só quem parte
O infinito no escuro treleu
O alho também me arde
é a mistura do meu com o teu
' Um
Nós dois juntos num só samba
Suores doces que embalam a paz,
eu descubro os teus temperos,
tu reparte os meus umbrais.
Suores doces que embalam a paz,
eu descubro os teus temperos,
tu reparte os meus umbrais.
' Bicho da Prissiguida
No ventre de sinhá mulher
Tem carqué coisa desconhecida
Mãe diz que é semente bruta
Preta fala que é o bicho
Da prissiguida
Tem carqué coisa desconhecida
Mãe diz que é semente bruta
Preta fala que é o bicho
Da prissiguida
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