Páginas

sexta-feira, 20 de julho de 2012

' Olhando pra você


É que tem dias que meio escondida, coisa de criança
Eu paro e fico mesmo assim: olhando pra você
Bem desse jeito assim: descobrindo você.

É que nesses dias eu paro e grito, escondido de nós
Que eu desejava alguém assim, bem desse jeito assim
Então eu pego e fico: olhando pra você
Não de outro jeito, só assim: me descobrindo em você
Me cubro de você
Me cubro de você
Exatamente assim, bem desse jeito assim: olhando pra você.

' Ando assim meio perdida

Eu só procuro o mar quando não posso te alcançar
O meu mar é escondido, só encontro no sofrimento
O meu mar, senhor amor, é uma solidão meio medonha
Dessas coisas que a gente sonha para tirar em dias ruins
Só pra chorar meio escondido e aliviar o coração.


Esses versos e o meu mar são pobres em sofisticação
Mas é mesmo assim que eu sinto, numa indelicada indecisão:
Se o mar é coisa minha, porque quem manda é a solidão?
Fico cá meio perdida, perturbada e ofendida
Pelo fim de meu poema sem uma boa conclusão.