Querido, a tua mão escolheu a minha. Minha paz escolheu teu peito. Meus ouvidos, tua guitarra. Minha pele, a tua poesia. E não há nada em mim que não pertença a tua fantasia.
Quando, na varanda, esquecemos o passado, fomos abençoados com a púrpura dos céus, a chuva nos batizou e só soubemos sorrir. Lembra que te abandonei? Lembra o que fez? A guitarra contou nosso segredo para o teu público.
Só queria ser uma espécie de amigo, você chorava no palco. Eu? Só soube fugir para além de tuas mãos, para a segurança da solidão. Eu? eu era Prince, eu era som, eu era o teu choro.
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E todos os dias dedicava a tua paciência a minha infância, cuidava de mim como um ourives cuida da safira ao fogo. Provou da minha teimosia, foi anjo que aceitou todas as minhas enfermidades, chorava comigo nas crises, amansava as dores.
Gritou comigo: resolva seu egoísmo, você é muito pequena pra isso! Eu quis te matar sabia, amor?
Você entendia que o amor quando trata, trata para deixar livre, deixar livre quem é selvagem. Você me prendeu com a ousadia de quem sabe voar.
Somos a excelência de Guitar Battle brindando a Purple Rain.
Escrevendo uma história de amor.
ResponderExcluirEscrevendo a história do Amor.
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