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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

' Disciplina, pequena!




Disciplina, pequena; é disso que você precisa! Esta é minha ladainha diária, horária, segundo após segundo. “Eu preciso de disciplina, eu preciso de disciplina”, mas qual? Dentre tantos afazeres me disponho a fazer todos, acordar cedo – é... (risos), tomar baninho, café da manhã, colocar meus livros a postos e começar minha dedicada viagem aos labirintos do Direito, por suas vias mais obscuras. Eu começo, eu leio, eu estudo, eu entendo, até aplico e é gostoso. Mas então... olho para o lado, vejo meus livros favoritos, sinto Cecília Meireles me chamando para entender sua crônicas, Esopo para que compreenda a moral das fábulas, Machado de Assis para que não me desanime com a vida, Dostoiévski, o homem que é meu outro lado. Então... Adeus disciplina! Me rendo, vou para uma diversão diferente, vou para o pouco compromisso com a realidade, vou para o que é meu. Me desarmo, aí depois vem a agonia: Tenho estudo de caso para entregar daqui a pouco! Deus, Direito Civil! E agora? E agora? Bem, ainda tenho meia hora, vamos ver, vamos ver... dá tempo, leio e respondo. E o tempo? Deu tempo, mas e o atraso? Há tempo. Eu e o relógio não nos damos, chego atrasada. Entrego o trabalho poucos instantes antes do término da aula. Mas quer saber? Eu cumpri o que me propus muito antes da disciplina, eu prometi a mim mesma: o que me fizer feliz. Aprendo o que deveria, me divirto com o que gosto, e depois... ando lentamente pelas ruas do centro de Caxias ouvindo Zaz e me desenrolando no francês. Se o trabalho sempre for recebido, me contento; dever cumprido.

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