O anel que antes vestia o dedo indicador, agora se aventura no dedo médio. O tempo passa e os dedos se atrofiam, mãos delicadas são o molde de dedos tortos, gordos. O tempo que amaldiçoa, o tempo que nos racha. As veias são de um verde acusador, parece que gritam: Inchamos para o encontro com as agulhas! Amputem minhas mãos, removam minhas marcas, ceguem os meus olhos...
A vaidade não me permite espelhos, companhia, nada. A vaidade anuncia o que planejo, morrer sozinha, murcha. Ser esquecida. Porque é assim que o tempo funciona, se conhece a vida esticando os dedos.
Olho minhas mãos por cima de meus olhos, confronto meu medo.
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