Mesmo tendo em mim um turbilhão de timidez, escrevo. Não escrevo como gostaria, mas deixo meus muuuuitos caderninhos e diários e agendas e bloquinhos e papeizinhos bobos e paredes e quadros e espelhos, deixo tudo rabiscado, tudo é relembrado. Sabe o nome de minha mania? mapeação da alma.
É o desejo que sinto por mim.
Gosto de ver os meus pedaços, minha caricatura espalhada, talvez sejam mesmo os meus cacos, uno minhas charadas, me venço, me avesso e me desconheço.
No meu romance, sou meu par.
É como quem se encara nu, sentindo tesão e repulsa por si, é saber o que o espelho não diz, é sentir vergonha do quanto se acha molhada.
Mas eu confesso, gosto de estar assim, tenho a rotina de encontro e desencontros com o ontem, o hoje e o que nunca existiu, comigo ou com qualquer situação que eu tenha criado, tenho olhos as vistas, cara a cara com quem me quer ver.
Tenho a beleza de um amor que dura, esse mesmo narcisista, com língua na minha língua, mãos sobre meus peitos, todos os dias debruçada sobre mim.
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