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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

' O valsar que é Deus quem dança

Bia desalmada sob os braços de Arthur
Ela chora quando lança o piar
Do cururu

Velho sapo seu destino
Desatino enfantinado
Era Bia sua luz
e era Arthur o seu fado

Um rei seria mestre num tempo
Purulento
Seria mesmo frio senão fosse
O amigo vento

Mas é de Bia o meu choro
Minha clara lentidão
É a rainha arranhada
Ela é mendiga com o seu cão

É Arthur o que entranha nas margens de um destino
É o rei pobre e negro
Quase santo, deus menino

Mas é Bia sua escolha
Numa encolha tão cruel
Em sua espada com o Vento
Um só corte e um lamento
Traça o dono de uma Bia
Fere o sapo, toma ungüento
Era a moça e eu nas histórias
Agora é bia como lua
E eu no esquecimento

Sofri

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