Bia desalmada sob os braços de Arthur
Ela chora quando lança o piar
Do cururu
Velho sapo seu destino
Desatino enfantinado
Era Bia sua luz
e era Arthur o seu fado
Um rei seria mestre num tempo
Purulento
Seria mesmo frio senão fosse
O amigo vento
Mas é de Bia o meu choro
Minha clara lentidão
É a rainha arranhada
Ela é mendiga com o seu cão
É Arthur o que entranha nas margens de um destino
É o rei pobre e negro
Quase santo, deus menino
Mas é Bia sua escolha
Numa encolha tão cruel
Em sua espada com o Vento
Um só corte e um lamento
Traça o dono de uma Bia
Fere o sapo, toma ungüento
Era a moça e eu nas histórias
Agora é bia como lua
E eu no esquecimento
Sofri
Nenhum comentário:
Postar um comentário