Páginas

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

' Meu amor

Quando te vejo assim zangado
perco o ar, amor,
dou gargalhadas sozinha.
Penso em teu bico encabulado
e me alegro em tuas desgraças,
sinto prazer por teu escárnio, tua dor
é uma vingança íntima
você morre assim pra mim, amor.

Essa maldade é minha alma
que é tua em sombra e sol
sou em bico tua musa,
tua santa, teu flambol.
Amor...

Minhas mãos te cobrem em palmas
no meu rito desconhecido
no calor do velaneio
Um abraço e te esgano, derramo.
Me esclareço e te beijo.
Meu amor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário