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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

' Para o dia em que me aceitei

Minha confissão é ardilosa
Me lacrima nos olhos, salta no veneno do suor
Minha alma nem entristece nem morre
Em mim há descobertas

Minha conversa com Mário Quintana me fez chorar
De dor no sangue
Ele me disse o que já sabia
Ele me disse o que já me insone
Amigo eu sou poeta, amigo eu sou sozinha

Cecília me dividiu um segredo
Compartilhou o que já entendia
Cecília me disse assim: “a solidão e o silêncio”
Poeta, eu entendi
Poeta, não tenho chance
Poeta não importa
Meu espírito não se traga em alcance

Clarisse me injetou que a tristeza de nossos olhos
É sabedoria de um ciclo imortal
Mas uma coisa jamais esquecerei:
Nem sequer pra onde vamos.

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