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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Lucas

Nossos encontros eram uma festa, criávamos deuses em nós! Éramos inocentes, flutuávamos de um no outro para uma dentro de mim.

Quando penso em Lucas, penso em suas camisas, seu perfume, o conforto, fazia daquilo a minha pele, pensava em mim como uma cobra mutante – todos os dias, em todos os encontros, trocava a minha pele, me fazia dele, mas nunca minha, nunca era eu, eu era ele, me tornava ele, tinha o cheiro que era íntimo dele, e me sentir assim me acalmava, guardava a minha liberdade, filtrava as filosofias, dançava, dançava, dançava sobre camisas, camisas que não eram minhas, roupas que me faziam Lucas.

Hoje, só uma coisa me entristece, não saber quem era aquele homem, quem era o homem, ou mulher, que estava por baixo das camisas de Lucas. Deus, como era boba. Não me recordo de nossas conversas, só me lembro de seu cheiro, sempre o mesmo perfume, e suas camisas... Mas e agora, como poderia ser Lucas?! Eu não o sabia, de quem eu me vestia, com quem me protegia. Deus, como fui boba!

Eu era uma farsa, era tudo perfume, o mais íntimo dele, preciso encontrar. Mente vagabunda não me abandone agora, vamos memória, vamos! E quem era Lucas?

Ser Mulher

Hoje me deu vontade de morrer
Morrer feito rosa, me cair, murchar, me matar.
Hoje sinto vontade de viver
Ser profunda, me abrir e fechar a vontades
Me encontro viva ou morta talvez
Dentro de mim
Cheia de espinhos
Nem me machucam, nem me protegem
Minha vontade é de viver e morrer
Nem meu olhar de fuga de almas alheias
Me encontram em tuas despedidas
Hoje minha vontade é só a mim
Me embalar, me encontrar, me conquistar
Me fazer de mim uma arte
Te falar, ser mais que rosa
Hoje a minha vontade é de ser mulher.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

' Bia de Sara e Tiago Rodrigues (desenhista)





Beatriz, Bia. Nossa menina.

' Coisa de menino

Me pego fazendo coisas de menino, minha senhora se não fosse eu, juro, te teria dado um fim. Consertar uma vida não é de ouro um elo derretido. Força, sem prática e ação, ontem éramos nós, hoje nem uma! Eu menino tu mulher, eu de ti por sim, tu... De nada por mim, Mas, meu bem e o fim? O outro, melhor o silêncio. Sonhar acordado ainda é coisa de menino.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

' Eu em você

Não sendo a melhor, a linda e juvenil. Te amei.
Amei como natureza, leveza, minha alma era sombra, estava contigo.
De estante, instante, nosso amor (meu amor) te ter, longe em nós.
Minhas lágrimas, nossas vidas, nossas mortes, nossas dores.
Vivi só, te amei.
Hoje assim, minha função.
Boa noite, livro.

' Vagabundinho

Vagabundinho que amou a Terezinha
Diga aí dona Teínha
Diga se vai ou não vai
Vida pequena, minha linda pequenina
Dona Preta e a pretinha
Que se atraca na barquinha, me beija
Roda e cai
Linda Tereza que abraça o menininho,
Entregou o vermelhinho, rebolou no vai e vai

Vagabundinho que amou a Terezinha
Acertou dona Teínha
Quando explode o neném sai

' Clarisse

Nada de menos na noite, Clarisse sempre me acompanha. Ela balança dançando no meio fio, toca fagote, se não fosse traiçoeira seria uma boa companhia.
Somos casadas, assim por nós mesmas, artistas! Loucuras juvenis. Nos damos, mas sem rodeios de amor... Ela é rasa, sou boa, a melhor. Escrevo, ela confunde as artes, se atua não ultrapassa, se escreve, joga palavras, se toca, não encanta, se declama não comove, nem move. Timidez, sua desculpa, aliás, a de muitos desafortunados, se não fosse minha honra já a teria abandonado, não existe mais broche, tudo em nós é como nada, ela de pele se entorna em outras cobertas, de inveja benigna se envenena, sofre!
De brava ilusão me vestia, não era amada, minhas conquistas dividia, ela louca, sem alma me matava. Só beijava o sopro dos desgostos que carrego comigo pelas madrugadas, sempre em enlace - de mãos dadas.
Clarisse sempre me acompanha, seus fagoteados em meio fio.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

' Burra, burrinha

Imaginação minha de 30 segundos! Minha noite é de flerte Um romance vagabundo Nunca escrevo com razão Meu pulmão é de cabeça Caixa d’agua de sabão Versos idiotas, na morte minha Não tem suor Magro e magrela (banguela) De favela, martela remela Meus olhos grandes e ciganos Anos! Idade de bruxa que ama A saudade
Fiel Real Rea- Liah e idade Minha menina e os peixinhos? Escreve mal! Só mais, mais... Acabou. Pronto! Meu versinho é de trinta segundinhos (Plim).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

' A Garra

Minhas unhas me arranham
arregaçam minha alma
Minhas unhas me sufocam
Enforcam minha galha

Minha galha não mais fala
Minha fala toca a alma
Minha unhas me arranham
Arregaçam minha galha

'Beatriz em mim

Ela confiou em mim
Ela me entregou a mente
Ela me presenteou
Ela me entregou seu coração
Ela não sabe
Ela me matou
Era tudo verdade
No inferno sinto sua dor

' Suspiro

É saudade que vem e que passa
Te eleva no sonho da ninfa
Minha pequena e tão bela alma
Disfarça
Sobre mim, à noite
arte
leveza que navega comigo de mãos dadas
me faz falar com estrelas e pássaros
as crianças sorriem de minha desgraça
passa
disfarça
graça
solidão, os pés que não me escutam
a mente que ofusca o peito
meu nobre coração de vagabundo
o eu que de mim me mata
se afasta,
arrasta
traça
Meu sangue, teu ar
Meu último suspiro

sábado, 23 de julho de 2011

' Desafio

Fiquei sabendo que o andar é da menina
Que na roça lava roupa na bacia
Fiquei sabendo que o melão é da menina
Que é ela colhe, colhe e bota
Que ela bota, corta e esfria

E quando dança ela balança sua cintura
O seu cabelo é de seda do deserto
Rasga o vestido no balanço e ela costura
Costura o vestidinho e balança no xaxado
Ela costura seu vestido e balança no xaxado.

'Comentário de Sara Gessi

Bem, dessa vez preciso comentar. Ultimamente me desceu um espírito de compositora, sei lá... Brega neah?! Eu tenho verdadeiro fascinio por quem consegue colocar as palavrinhas e sentimentos certos nos acordes, é tão lindo ver letrinhas, pedacinhos de coração apregados, grudados em notas. Eles são incríveis, sublimes. Amo vocês queridos bons compositores!
Fiz duas musiquinhas, brinquei com os baralhos de minha cabeça. Quem acompanha meu blog sabe que não possuo linearidade em meus pensamentos- não tenho linha de raciocínio- talvez eu seja louca... ou só uma artista, não sei.

Fiz Saúva, a "ruivinha" da música não é Beatriz, eu quis prestar uma homenagem as formiguinhas da pia da cozinha de minha casa, elas acabam com o meu açucar, então achei que fosse digno imortaliza-las num samba rock, ou, bumba meu boi musicado por Isaac Gonçalves.
A outra coisa minha (música) é o "Desafio", desafio porque meu cachorrinho Jack estava pulando em cima de mim quando a compunha. Acho que ela é meio que um xaxado, pensei numa mocinha do interior comendo melão e fiz minha proeza. Eu acho (rsrs) que espero que gostem (avisei que não tenho linha de raciocínio).Bem, é só... Valeu. Fui.
Muita paz e saúde (brega é brega.

' Dia santo de Pedro

Por dia, o dia.
Santo de Pedro
Do poeta, escritor e bebedor...
Atordoemos!
Dia santo, dia banto
De Paulo não se sabe, Marcos foi dançar.
Bebeu toda a agonia
Morreu na arruaça
É de suco e cerveja...
Poeta, Pedro, escritor e bebedor.
Não bebem mais cachaça
Desgraça
O poeta não sangra mais
Amor.

' O Senhor que manda em mim

O Senhor que manda em mim, não entende minha paixão
Faz de tudo para o nada
Me machuca, sacrifica
Nada fica
Nada fala

O Senhor que manda em mim, me acorda como o sol
De raio, ralha...
Parte a santa, nobre deusa
Me machuca, sacrifica
Nada fica
Nada fala

O Senhor que manda em mim
Humilhou meu sangue nervo
Cortou os punhos na talha
Minha nobre deusa santa

O amor de nobre vício
Linda e linda, amada e deusa
Tudo fica
Tudo fala
Tudo ralha
Tudo talha