Ao Sapeca, amor.
Não, nada importa, a solidão, o desassossego,
nem a paz, nem os medos.
À tarde, só, começo meus dramas.
Ser estúpida com as pernas
enroscadas em meu egoísmo burguês,
é minha pobreza, meu mal.
Não desejo música, nem vida,
por nada me aventuraria.
Aqui, meu espírito mal feito.
À tarde, só, começo meus dramas.
Ao amor, pouca atenção, sorriso desatento.
Meus dedos, loucos, em milagre se afogam
na fenda, fundidos, no banho. Embaixo,
lá estão os mortos, meus, todos feridos.
À tarde, só, começo meus dramas.
Tenho a manha na barriga infecunda
nem mulher, nem anjo, nem homem
nem demônio.
O cachorro morreu.
À noite, só, enterrada nos dramas.
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