Eu só procuro o mar quando não posso te alcançar
O meu mar é escondido, só encontro no sofrimento
O meu mar, senhor amor, é uma solidão meio medonha
Dessas coisas que a gente sonha para tirar em dias ruins
Só pra chorar meio escondido e aliviar o coração.
Esses versos e o meu mar são pobres em sofisticação
Mas é mesmo assim que eu sinto, numa indelicada indecisão:
Se o mar é coisa minha, porque quem manda é a solidão?
Fico cá meio perdida, perturbada e ofendida
Pelo fim de meu poema sem uma boa conclusão.
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