Vez ou outra aparece em meu facebook a notifiação, ou
melhor, uma lista de aniversariantes – deve acontecer o mesmo em milhões de
face’s. Porém, esse tipo de situação, é a situação que me paralisa, me estanca
me deixa tensa... Assim bem simples: eu não sei o que desejar, eu não sei se
devo desejar algo, eu não entendo em que a minha manifestação pública contribuirá
na vida do aniversariante. As pessoas normalmente não gostam de mim, então
porque gostariam que lhes parabenizasse?! Han?! Seria só o ego?! Meu ou dela?!
Mas e então? Eu me rendo; afinal de contas nem tudo é poesia. O problema não
está nelas, em absoluto. O problema sou eu, eu e meus pequenos significados e
minhas monstras conclusões, eu quase sempre acabo concluindo que “felicidades”
é o melhor que posso desejar (o melhor pra ela porque sou cristã), mas ao mesmo
tempo me sinto imunda por desejar algo em que não acredito, porque quase como
cola, eu grudo a palavra que me destrói e que fecha o ciclo de hostilidade
humana em mim, eu declaro – discretamente: felicidades infinitas. Não, eu não
posso fazer isso! Mas... Normalmente chocaria se dissesse: Você anda mal, mais
próximo da morte, sua vida me interessa e me entristece também. Olha, o que de fato posso lhe desejar
e ainda com peso no coração, seria “segundos de alegria”. O que me deixaria feliz por um instante, porque é assim que acontece assim eu desejaria. Desculpe, as vezes falo bobagem.
Esse é o tipo de post que dá ressaca na manhã seguinte, daqui a pouco eu vou olhar, talvez delete e, antes, quando ainda estiver lendo, na metade desse meu texto mal redigido, eu sentirei vergonha, vergonha de mim, porque minha vontade de apagar é mais forte que minha vergonha de pensar, eu vou dizer baixinho: - Deus, quanta hipocrisia!
Esse é o tipo de post que dá ressaca na manhã seguinte, daqui a pouco eu vou olhar, talvez delete e, antes, quando ainda estiver lendo, na metade desse meu texto mal redigido, eu sentirei vergonha, vergonha de mim, porque minha vontade de apagar é mais forte que minha vergonha de pensar, eu vou dizer baixinho: - Deus, quanta hipocrisia!
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