Samara falava e seu brinco balançava. Não compreendia nada, me prendia no balbucio risonho de sua boca rosada. Batia no quadro freneticamente ( seu dedo é magrelo), rebolava lentamente ao ritmo de sua voz - as batidas acompanhavam minha respiração e sua dança espontânea merecia minha devoção . Ela falava, eu a lia, ela olhava, eu escrevia, ela parava, eu cabia, ela apagava e eu, nada só sorria.
Minha aula de Direito, qualquer semelhança é mero devaneio.
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