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sábado, 23 de julho de 2011

' Desafio

Fiquei sabendo que o andar é da menina
Que na roça lava roupa na bacia
Fiquei sabendo que o melão é da menina
Que é ela colhe, colhe e bota
Que ela bota, corta e esfria

E quando dança ela balança sua cintura
O seu cabelo é de seda do deserto
Rasga o vestido no balanço e ela costura
Costura o vestidinho e balança no xaxado
Ela costura seu vestido e balança no xaxado.

'Comentário de Sara Gessi

Bem, dessa vez preciso comentar. Ultimamente me desceu um espírito de compositora, sei lá... Brega neah?! Eu tenho verdadeiro fascinio por quem consegue colocar as palavrinhas e sentimentos certos nos acordes, é tão lindo ver letrinhas, pedacinhos de coração apregados, grudados em notas. Eles são incríveis, sublimes. Amo vocês queridos bons compositores!
Fiz duas musiquinhas, brinquei com os baralhos de minha cabeça. Quem acompanha meu blog sabe que não possuo linearidade em meus pensamentos- não tenho linha de raciocínio- talvez eu seja louca... ou só uma artista, não sei.

Fiz Saúva, a "ruivinha" da música não é Beatriz, eu quis prestar uma homenagem as formiguinhas da pia da cozinha de minha casa, elas acabam com o meu açucar, então achei que fosse digno imortaliza-las num samba rock, ou, bumba meu boi musicado por Isaac Gonçalves.
A outra coisa minha (música) é o "Desafio", desafio porque meu cachorrinho Jack estava pulando em cima de mim quando a compunha. Acho que ela é meio que um xaxado, pensei numa mocinha do interior comendo melão e fiz minha proeza. Eu acho (rsrs) que espero que gostem (avisei que não tenho linha de raciocínio).Bem, é só... Valeu. Fui.
Muita paz e saúde (brega é brega.

' Dia santo de Pedro

Por dia, o dia.
Santo de Pedro
Do poeta, escritor e bebedor...
Atordoemos!
Dia santo, dia banto
De Paulo não se sabe, Marcos foi dançar.
Bebeu toda a agonia
Morreu na arruaça
É de suco e cerveja...
Poeta, Pedro, escritor e bebedor.
Não bebem mais cachaça
Desgraça
O poeta não sangra mais
Amor.

' O Senhor que manda em mim

O Senhor que manda em mim, não entende minha paixão
Faz de tudo para o nada
Me machuca, sacrifica
Nada fica
Nada fala

O Senhor que manda em mim, me acorda como o sol
De raio, ralha...
Parte a santa, nobre deusa
Me machuca, sacrifica
Nada fica
Nada fala

O Senhor que manda em mim
Humilhou meu sangue nervo
Cortou os punhos na talha
Minha nobre deusa santa

O amor de nobre vício
Linda e linda, amada e deusa
Tudo fica
Tudo fala
Tudo ralha
Tudo talha

'Saúva

Essa musiquinha dedico a todas as Saúvas do Brasil
Vamo de Samba Rock tia Chica!



Olha
Veja ela
Tão linda e ruivinha, papai
Em minha janela
Olha
Para e espia
Ela rebola sinhá
Em cima da pia.
Olha
A aguinha que cai
É a rosa mais linda
Guria,
Ruivinha do pai.

' Brincadeira de lobo

Pura água, doce amor
Lindo antigo
Frígido ardor
Minha roupinha
Tudo em vão
Vai passarinho
O dia é são

Tão linda e nua
Vívida e crua
Sabor de cobra
Veneno de rosa
A dor sutil
Beleza vã

Fina poesia

Narcisismo cético
Solidão
Poeta
Porta
E
Clã

' Coração de Poeta

Quando não posso mais falar, viro poeta
Sumo com minha voz
Rasgo a minha alma
Tão pequena tão criança
Tão menina, moça falha
Na vida é assim
Turbantes e amantes
Ventos, noites e terras
Chamas, fogo!
Socorro, me deixe sair do copo
Uma porção de futuro
Trago em meu peito agora
Mágoa, força, passado
Classe de sufoco
Num coração de poeta

quarta-feira, 22 de junho de 2011

' Angélica

Só um anjo, sem tinta sabor
Sem vida, em paz... Só um anjo
Sem poder, com luz!
Só um anjo, só uma vida, só um marco
De beijo de amor
Com vida, sem tinta, sem quadro
Só um anjo
Uma boca, um tarto
Te reluz,
Se foi.

' De Pico, eu fico

Quando disser o dito certo, te darei o bico
Quando amar uma alma preta, te darei o bico
Quando o vento for de corte, te darei o bico
Quando o dia for de ácido, te darei o bico
Meu bem te darei o bico, te darei o pico
Te disse, te juro, como homem, de macho paladar
Já te disse... Te juro, eu fico.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

' Rosa Vermelha para Beatriz

Beatriz se entristeceu
chorou, chorou feito
uma pombinha
Lembrou de sua família
lembrou da paz que sentia
ao abraçar sua mãezinha

Beatriz está sozinha
seu reino é tão distante...
Beatriz está tristinha

Beatriz não é mais menina
ela colhe rosas vermelhas
Beatriz está sozinha

Beatriz está chorando, chorando
feito uma pombinha
a Lua lhe abraçou
Beatriz está tristinha

Beatriz está sozinha.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

' Papai e a vida que ele me deu

Tanta coisa herdada de meu pai...
Puxei a ele, filhinho!
Fome de música, de conhecimento, de escrever, escrever, escrever
Cantar, cantar e interpretar não é papai?!
Questionar, honrar, falar, causar!
Páputchica, lindo páputhica!
E agora, me vem a novidade, me rotularam Pai!
Disseram bem assim: “teus textos são psicodélicos”.
Tudo bem é rótulo, eu sei sim senhor... Mas veja só, mais uma vez
O rótulo foi herança.
Psicodélicos Pai e Filha
Causamos velho!
Personas.

Papai e a vida que ele me deu.
Te amo, cigano Neném do Ouro.

' Manu, a menina que sabia ouvir

ler em velhos livros
lindas histórias e continhos
D'versos escondidos
num canto pequenino

Tempestades e furacões
mares e descobertas
Manu, a menina que sabia ouvir
Manu- Menina
Desperta!

Nos anfiteatros antigos
Olhos grandes e fugidos
Cabelos sem fino trato
Sapatos trocados
Vestida em trapos


Manu, menina que sabia ouvir
Ouve meu choro,
Passa-me o sol,
Tira-me a vida!
Leva-me a fantasia alemã de menina sem consciência

Té-té-té tá-tá-tá

Brinquei, Manu

Mas, me diga, quem te escreve é poeta?

sábado, 28 de maio de 2011

'Beatriz e o Ventinho

Beatriz sonhou.
Ela era rainha, menina sem sul.
Não sabia ler, não tinha amor, beijou um sapinho, sentiu calor!
Beat, Beat! O sapo gritou!
Beatriz se assustou!
Ficou toda boba, encontrou seu amor.

Mais uma de Beatriz... Apaixonou-se por um sapo.
Será um conto, esse canto que te conto?
Voltemos a Beatriz.

Menina sem sul procurou seu guru.

Atrás do Vento ela foi se lançando
Para longe do palácio ela corria cantando
Avistou o Ventinho, segurou-lhe a mão.
- Diga amigo Vento, como está meu coração?
-Perdoe-me Beatriz, menina sem sul, confundi sua história,
o sapo foi um erro, ele é coisa de princesa,
menina, menininha, rainha não tem sapinho.
Beatriz, não chore assim, és do norte. Mudei a tua sorte
Como presente de mestre serei teu amorzinho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

' Sara borboleta no sonho de uma Princesa



Quando Sara era criança um dia ela chorou
brincou com a inocência, mas logo acordou.
Nos olhos de uma menina o sonho se perdeu,
a indolência floresceu e a pureza se findou.

Na visão da borboleta o sonho ainda pairava,
a púrpura surgia e a inocência indefinida ficava.
De repente Sara disse: não devia ter nascido.
Mas Sara não sabia que na verdade já havia morrido.
Sara como princesa de uma escura e vasta imensidão não nascera como os humanos
- e nem morrera como os pobres.
Sara é altíssima, 
não tem alma nem vida!
Sara existe porque ama enquanto dita'.
Vida que é, vida que foi.
Vida sem vida de forma mortal, mas por fim e subitamente - infinita.

' Menina bonita sem laço de fita

Um pedacinho do poeminha que fiz para Bruna.


(...) Menina bonita sem laço de fita
                 Bruneca, Bruneca
Boneca, bonita
    Menina bonita sem laço de fita.